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Um mês depois do meu último tópico escrevo-vos… de Oslo, a capital Norueguesa. Amanha começa um curso de programação de um programa que usamos no emprego e estou aqui por 5 dias (volto 5a feira à noite), já aqui estive por um dia à 2 semanas e se se lembram, mais um dia pelo cruzeiro que fiz com a S. e a C. … apesar de achar que a E. de Arendal não gostar muito desta cidade, eu adoro-a, pois nada tem haver com a Dinamarca e de toda a Dinamarca é muito mais parecida com a minha cidade natal, Lisboa… ahhh Lisboa, já algum tempo meti um video no youtube e vou lá muitas vezes matar saudades!

mas Sim, estamos vivos… os 3 🙂

Apenas com este novo emprego e em âmbito temporário por cause de um grande projecto que tive de pegar já feito e cheio de erros para uma empresa enorme europeia tenho dado o litro (claro que no dia 8 de Maio – 6 meses na empresa – vem a reunião onde me vão aumentar, por isso… tenho tido isso em mente também) 😉

Tenho andado tão cansado que num parque de estacionamento de um centro comercial (um quarto de tamanho do Fonte Nova em Benfica (Lisboa)) fiz asneira com o carro (há anos que não batia em nada por culpa minha…) é que não vi que o passeio era demasiado alto e … está um belo serviço na foto abaixo 😦

acidente :(
acidente 😦

Durante este mês que passou a C. está cada vez melhor, canta sozinha as canções que aprende no infantário (fica tão linda, só apetece encher-la de beijinhos), adora saltar (pular) em qualquer coisa mole … sofá, cama, etc… Fizemos uma nova amiga portuguesa cá, a D. está cá há 8 anos e convidamos-a e o filho a almoçar, foi muito giro e como não usava mais acabamos com comprar o atrelado dela, olhem como a C. o adora! 😀

atrelado da C.
atrelado da C.
atrelado da C.
atrelado da C.

A S. anda a fazer ums bolos fantásticos! olhem como ficou este bolo romeno!

bolo romeno feito pela S.
bolo romeno feito pela S.

A minha mãe comprou um portátil e agora pode ver a neta pela webcam e fica encantada com ela 🙂 e pela primeira vez está a tirar um curso de inglês… se esquecermos o sotaque que emprega… está-se a safar muitíssimo bem, eheheh 😉

O meu pai enviou-nos o piano electrónico dele e a C. adora mexer na teclas e os sons que faz… um dia mais tarde queremos que ela aprenda piano, até se cansar dele 😉

Temos pensado seriamente em meter a casa à venda e comprar outra mais pequena (sem tanto jardim pois ele é enorme e leva-nos muito tempo, tempo que não temos pois damos valor a outras coisas como brincar com a C., passear com ela de bicicleta, etc … e assim pedimos a 3 imobiliárias para nos dar um valor e nos dizer quais as probabilidade de venda. Como o tempo não é o melhor para vender, depois da venda (e se vendermos pelo valor que eles dizem que deve de ser vendida) ainda vamos ficar a dever cerca de 3000 euros ao banco, pelo que aqui, temos de ter uma aprovação do banco para tal, já lá fomos e as coisas até correm bem para o nosso lado, mas a imobiliária diz para esperarmos pelo menos 12 meses, para que assim possamos ganhar mais com a casa… vamos ver, o tepo ditará o que vamos escolher.

A S. está a tentar arranjar um emprego melhor e a coisa não tem estado muito fácil para ela, pois para o que ela quer, há muita oferta e pouca procura, é preciso uma pitadinha de sorte que ainda não teve… mas vai ter! tenho a certeza!

O tempo começa a ser outro, temos tido um solinho fantástico neste mês, o nosso jardim está de novo cheinho de tulipas e narcisos amarelos … as árvores de fruto estão a começar a ter flores, a S. plantou cenouras, alfaces e rabanetes e já se vê uma folhazinha a nascer pela terra …

As coisas vão indo, não como gostaríamos muito, mas não está nada a sair errado, apenas a S. não tem tido muita sorte e a história da casa dá-nos que pensar… pois ao comprar uma ova seria muito mais perto da capital e por conseguinte dos nossos empregos, pouparíamos muito em transportes, mas perdiamos o que o estado nos dá por trabalharmos a mais de 25Km de casa o que ainda é um bocado… quando tivermos a certeza do que queremos, logo vos contarei 🙂

temos 2 familias quase quase a mudarem-se para cá também com o sonho que os fez deixar Portugal, o de encontrar um lugar melhor não propriamente para nós mas para a nossa família. Pelo que diz a estatística europeia e alguns documentários que vão aparecendo na SIC, a Dinamarca é o pais em que os cidadão são mais felizes, e em tempos de crise e sempre com a ideia que já não vivemos em Portugal mas sim num pais chamado Europa, não custa nada tentar … tentar sim, pois custa viver com o “e se tivesse ido…” pois se as coisas não tornam pelo caminho que queremos, e em último caso podemos sempre voltar ao nosso país… dou valor aos que ficam, pois custa deixar tudo para trás, mas também dou valor aos que saíem em busca de algo mais.

Já me ia esquecendo… a minha máquina digital, dada pelo meu pai no dia que saímos de Portugal, deixou de funcionar, pois com carga máxima na bateria queixava-se logo quando a ligava dizendo que apenas tinha 5 minutos de bateria… ora, a máquina estava boa, era só necessário comprar 1 bateria nova… e assim fiz. Enviei um email à SONY Dinamarca a pedir o valor por uma bateria … responderam-me em 3 dias com uma valor de 980 dkk sem IVA (cerca de 140 euros + 25% de iva), eu achei o valor incrivelmente elevado para uma máquina digital … ora, toca a abrir o eBay ingles e toca a procurar… acabei por comprar 2 baterias (vindas da China) pelo valor de 130 dkk com portes incluídos (cerca de 20 euros), ou seja 10 euros por bateria… depois de 24 dias à espera (o transporte era gratuito mas era normal – terrestre) cá chegaram, e não é que funcionam na perfeição !!! Fantástico … fiquei tão feliz que disse a mim mesmo que vos dizia desta aventura de comercio electrónico no blog 🙂

bem, estou no quarto do hotel e quero ver se ainda janto, pois na Escandinávia, os restaurantes fecham por volta das 20h … é que por cá janta-se às 18h30 🙂 – lá em casa já nos habituamos e habituamos a C. assim também, é que às 19h30 ela vai para a cama 😉

Durante estes dias vou tirar algumas fotos daqui da zona para depois vos mostrar (e recordar mais tarde), até lá, fica a estação de comboio do aeroporto de Oslo

Estação de comboio do aeroporto de Oslo
Estação de comboio do aeroporto de Oslo

chegada a casa depois de 3 dias em Londres

foram 3 dias em Londres, longe da C. e da S. das quais senti imensas saudades, principalmente à noite quando levamos a C. para fazer nani nani, teria sido muito bom com elas lá, mas fui em trabalho, e é difícil de juntar trabalho com lazer.

Londres
honestamente, nem que me pagassem imenso eu iria viver numa cidade daquelas… não tem nem ponto de comparação com Copenhaga, os números falam por si

população: Copenhaga – cerca de 1,9 milhões de habitantes… Londres – cerca de 14 milhões de habitantes!

Stress, Pessoas, Transito, Filas, Poluição, Desordem… e ainda por cima andam no lado errado da estrada!

mas deixem-me contar-vos como foi:

na 2ª a S. e a C. sairam mais cedo pois ia fazer um teste para os CTT’s cá do sítio, e eu fui mais tarde uma vez que era apenas às 10.40 que o avião estava marcado, e lá fui … quando lá cheguei faltavam 25 minutos para o avião sair, o que eu já transpirava de tanto correr, mas deixaram-me fazer o check in e num instantinho estava dentro do Airbus da British Airways.

Primeira vez em Londres! Bolas, que o aeroporto é enorme! e o “underground”? é para servir de contraste! é tão pequeno que as pessoas sentam-se viradas para a frente e aí, o espaço entre as pessoas é muito reduzido… 1 hora depois estava a chegar à estação de Holborn na qual saí para a apanhar outra linha que me levava ao escritório. Não são apenas as carruagens que são pequenas, os túneis de acesso são ridiculamente pequenos, o que a pessoas com claustrofobia… não creio nem que se atrevam a descer!

lá cheguei ao escritório (sobre o emprego falo mais à frente), e como ainda não tinha comido nada desde casa, fui a um Sandwich Bar que estava mesmo a seguir da entrada do escritório, e não é que esse café era gerido por 4 Portugueses !! mas que bonita recepção, eheheh . Eram os 4 de Mangualde, e mais não falamos sobre as nossas origens, mas foi muito giro e acabei por lá ir almoçar os 3 dias 🙂

o Hotel era engraçado, e a cama maravilhosa.
Na primeira noite fui a um café que só depois li o nome: Ultimate Burger. Estão a imaginar o jantar não é!? Pois, mas estava bom e o bolo no final óptimo!

no 2º dia o jantar fui peixinho com alguns colegas, pois aproveitámos e fomos fazer uma visita guiada (por um colega britanico) pela zona. Depois pela manha do 3º dia, fiz uma excursão pelas ruas próximas ao escritório e deu para tirar umas fotos dos edifícios londrinos, dos quais saliento, são muito bonitos!

mais fotos de Londres, neste link.

Não me quero lembrar, mas vou-vos contar na mesma… lembram-se de um perder um avião com destino Bergen na Noruega? já em 2006? pois é… deve ser sina! perdi o avião com destino Copenhaga desta vez!
Com tantas coisas e tanta segurança, é necessário fazer o check in com 45 minutos de antecedencia do voo, e eu … cheguei com 20 minutos de antecendencia… o que vale é que a empresa (desta vez) pagou o avião de regresso e vim pela SAS, mas digo-vos que ir do terminal 4 para o terminal 3, leva 15 minutos a pé e 20 de comboio !!!

Deve ser mesmo sina perder aviões 🙂

A cidade:
a cidade é muito bonita (não deu para visitar quase nada, apenas paisagens, e sempre na zona de Halborn), os edifícios lembraram-me Vienna de Austria, e tirei várias fotos, deu até para ver ao longe o BigBen 🙂
pena é o trânsito… não há tantas (bolas, nem um décimo) de bicicletas que existem aqui, e há imensos carros o que faz com que sempre que eu ia para o escritório ou para o hotel no final do dia… toda a avenida estava parada! eu conseguia ir mais depressa e a ver os edifícios a pé do que os veículos num espaço de uma estação de metro!

acabei por saber que o preço dos parques de estacionamento estão muito elevados agora, 25 libras para um carro normal, 45 para um 4×4, mas mesmo assim, o que não falta naquela cidade são mesmo carros! Tem algumas motas e Scooters, umas dezenas de bicicletas, mas nada que não se veja noutras cidades, e com já referi, não se pode comparar a cultura “pedalista” (de pedal) Dinamarquesa com a Inglesa 🙂

O Emprego:
desanimou um pouco no final dos 3 dias … primeiro porque , bolas! é só indianos/ paquistanezes/ etc naquele escritório, têm uma forma de fazer as coisas completamente distintas do que “deveriam” ser feitas, o que vos falo é de um software que eles fizeram “à pressa” (dizem eles) e que agora… têm 4 pessoas para fazer “debug” e “tapar buracos”… bolas, não é nada assim que faço programas e não gosto nada de seguir “linhas” que nada têm a ver com “Como se faz um programa”… grrrr!

depois, não achei nada aliciante porque é esse mesmo a minha prioridade: “Tapar buracos”! mas o patrão disse que quando eu souber como o negócio funciona, logo logo me dá responsabilidades para poder desenvolver “alguma” coisa no âmbito do escritório na Dinamarca.

tenho 14 dias para dizer NÃO sem ter de justificar nada a ninguém, mas como me pagaram a viagem, não acho ético sair assim, e claro, de salientar que esta 3ª feira tenho de dar uma resposta à outra empresa (e apareceu uma 3ª oportunidade, pois quando foi a entrevista da GN – a tal de que gostei imenso mas não fiquei lá – foi através de uma empresa de recursos humanos, e ligou-me na 3ª feira a perguntar se estava interessado num emprego, mas como não pude falar, vão me ligar agora depois das férias de pascoa)…

sinceramente… hoje ainda não sei o que fazer!

Catarina:
é mesmo muito difícil passar sem ela (e a S.) mas quando chego é óptimo!
esteve um pouco constipada, a S. está a perder leite, pois agora só dá de manha e à noite antes de ir para a cama, e quanto à traquinices… tenho mesmo de baixar a cama! já não é a 1ª nem a 2ª vez que a apanhamos, em vez de estar a dormir, de pé agarrada à cama!!!

vira-se de barriga para baixo, chega-se às grades, agarra a grade acima e começa a puxar-se até que está de joelhos e com as 2 mãos na grade… daí a ficar em pé são 2 segundos!

adora andar, e se a sentarmos chora e grita! não acha piada gatinhar… grita para a agarrarmos as mãos dela para que possa andar (sempre é mais depressa, eheheh) 🙂 não gosta de sair do banho … adora a água, e o que mais odeia é mesmo que lhe limpem o nariz! seja meter os dedos para limpar seja com papel seja com o “aspirador”… e então quando está constipada, é horrível!

Quando está com soninho, começa a esfregar a orelha 🙂

chegada

fui duro o tempo em que estive em Portugal… não porque tive de trabalhar, mas porque fui com o intuito de me desfazer de algo que sempre gostei… a mota!

…e não imaginam as saudades que dá quando se está longe de quem realmente amamos… bolas, eu pensava que era apenas de boca para fora e que sentimentos não doia, mas que desgraça, não podia estar mais errado!

chegada a Lisboa

por burrice minha deixei a máquina na mochila e a mochila e assim que estavamos perto de aterrar, não é que o avião faz a volta completa por Lisboa (vem de Sacavem e para aterrar passa por cima do estádio Nacional, ponte 25 de Abril até entrar na pista!) e sem uma nuvem no céu… pior pior é que eu ia à janela, e na janela que se via a cidade toda :-/

mas que fotos / videos que eu faria se tivesse ali à mão a máquina!

saudades de andar de 2 rodas

No dia seguinte à minha chegada foi logo ver como estava o “trambolho” da mota! pois… bateria, chapéu! 90 Euros gastos em Junho de 2007 por uma bateria nova que agora nada dava, e nem sequer conseguia carregar quando a mota estava em andamento (não era o alternador, era mesmo a bateria!) 😛

mas foi muito bom andar novamente, e pela última vez na mota que a S. tanto adorou ir ao Algarve nela 🙂

mas lá deixei a mota na Ondamil para que a possam vender, é que estar parada não me serve, e trazer para cá era empatar dinheiro pois aqui de mota só mesmo por 5 ou 6 meses por ano, devido ao gelo e neve… “a ver vamos como diz o cego” em relação à venda.

Para quem estiver interessado:
Honda ST 1300 Pan European de 2002 com 126cv, 33.500Km, cor Cinza
Sem: ABS, Vidro eléctrico
Com: Sistema Autocom com ficha para telemóvel e Sistema de Audio, Top Case de 40 ltr, 3 sacos interiores Honda, Capa da mota (para a proteger quando deixada na rua), Capa de depósito Preta, Tomada de isqueiro, Luzes dos piscas frontais sempre acesas (como modelos americanos e suecos)

chegada

a chega foi feita quase com lágrimas nos olhos de alegria dos 3, pois a C. gostou muito de me voltar a ver … e eu a pensar que já se tinha esquecido de mim, mas não! sabia quem

eu era e gostou muitos dos meus pupici*

trouxe roupa até dizer chega que comprei na feira das Galinheiras (era tão bom que os ciganos viessem para cá… mas aqui é proibido tal coisa, tal como é proibido ter Hiper-Mercados – dá cabo do pequeno comércio!) mas trouxe imensa roupa para mim e para a S. assim como 2 cobertores para a C. e mais umas coisinhas que a minha Mana me deu 🙂

o tempo deu para visitar amigos, e estar desta vez mais tempo com a família, principalmente o meu pai que está a passar uma fase profissional menos boa, e esta viagem veio mesmo na altura certa.

fica a mensagem que para o Natal de 2008, vamos os 3 a Portugal! 🙂

[a foto da C. a deliciar-se com o osso de frango]

* pupici = beijinhos em Romeno / diz-se “pu-pit-che”

surpresas na chegada

a chegada a casa foi óptima pois assim que meti os pés… as rodas do carro na Dinamarca liguei para casa a dizer que estava ainda em Dortmund (Sudeste da Alemanha) e que ainda faltava muito e assim sendo dormia umas horas no carro chegando a casa depois da hora de almoço…

assim que entrei e a vi desatou aos pulos e quase a chorar pela alegria de me ver, foi muito boa a recepção.

…mas não foi tudo, quando cheguei já havia mais gente em casa, não que já tivesse nascido a nossa filha (só em Agosto, e pelo que diz a nossa amiga P. no dia 31 de Julho de 2007) é que quando cheguei os pais e a cadelinha já estavam instalados em casa prontos a ajudar-me nas (malditas que nunca mais acabam) obras, a vontade era tanta que até o jardim já tinha arranjado, ficando o jardim mais bonito daquela rua e que todos os que lá passam olham direitinho para ver se era o mesmo que tínhamos antes… cheio de silvas e arbustos feios…

agora até morangos, alfaces, e amoras temos a nascer, juntamente com a cerejeira e as maceiras e claro, muitas sementes eu trouxe do meu país para que assim que chegar a altura poder plantar.

a nova familia
[foto acima: a minha nova familia]

e claro, assim que cheguei a S. já era bem maior que da última vez que a tinha visto… a Catarina está enorme!

Yoga
[foto acima: o jardim no verão é lindo!]

[foto em baixo: mas que grande barriga :-)]
my daughter

regressando a casa

com 1 dia de atraso, cheguei a casa, são e salvo… mas eu conto-vos tudo!

na 6ª feira à noite lá estive eu e a minha mãe a carregar o carro, depois com a chegado do emprego do E. éramos 3 a tentar meter o Rossio na Rua da Betesga, e não é que conseguimos??? fantástico! coube tudo, desde o meu monitor de 21 polegadas, às caixas cheias de cd’s / dvd’s, ao beliche, ao meu equipamento de windsurf (apesar do frio do inverno aqui no verão é óptimo para fazer windsurf e já conheço amigos que fazem) e até a um bidé dado pela minha querida a amiga M. (aqui ninguém o usa, dizem que é nojento – enfim, acham que devo de comentar??) – a mota ficou na garagem em casa da M. pois não encontrei atrelado pelo preço que estava disposto a pagar e novo eram 600,00 Euros na Norauto – muito bom, mas com o preço disto veho de novo a PT com a S. e regressamos de mota, dá para pagar a viagem e passar 2 semanas de férias junto dos amigos.

e metemos isto tudo num carro que antes de vir para a DK comprei por 500,00 € (sim quinhentos!) pois era um carro com destino o meu sogro que estava cá a viver connosco em Cascais mas quis o destino que depois de ter perdido a carrinha me fizesse o favor de me trazer de volta à Dinamarca.

getting ready!
[em cima: a “máquina que me levou a casa]

continuando…

meti-me a caminho na 6ª à noite com destino a casa dos meus primos em Viseu onde fiquei um dia com eles e consegui comprar queijinhos da zona para poder papar cá com a nova família, no Domingo às 06.00 lá acordei, e com o pequeno almoço tomado lá me meti ao caminho com a Dinamarca como destino, eram 07.00h

assim que passei Vilar Formoso enchi o depósito para só o voltar a encher à saída de Espanha pois já sabia que em França os preços eram muito mais altos e havia que poupar.

Espanha é como todos sabem um sacrifício passar, mas só até entrar no País Vasco (Euskadi), aí o cenário é outro e é simplesmente maravilhosa toda a região do País Vasco, aquela estrada nacional por entre as montanhas é de voltar lá … de mota 😉

apesar da chuva em PT, por esta altura fazia muito calor que em França descobri que era à volta dos 30/35ºC.

30ºC in France
[em cima: 30ºC em França]

como o meu dispositivo de GPS deixou de funcionar 3 dias antes da partida eu andava via Mapa de estradas o que me deu uma certa nostalgia e até achei bom, não mais que bom pois o mapa não tinha as estradas todas e enganei-me algumas vezes 😦 – é complicado quando estamos a evitar portagens e algumas estradas boas não aparecem no mapa!

entrando em Hendaye e como andava à procura de placas a dizer algo como Bordeux ou Biarritz, não encontrei e lá fui por dentro da vila, que até adorei e parei para apanhar um pouco de sol e tirar umas fotos, mas lá fui até Tours pelas nacionais, depois de tanta rotunda, semafros e o pára arranca destes, disse para mim mesmo, ando aqui a poupar a portagem mas a gastar gasolina nestes pára-arrancas! Conclusão, em Tours meti-me na AE com destino a Paris (preço final 19.20 € valeu bem o dinheiro!).

o que queria era passar Paris antes de parar para dormir um pouco que nesta altura já levava 15 horas de condução, mas tal como na 1ª viagem não aguentei e parei antes a 90km de Paris para dormir 5 horinhas, metendo-me novamente ao caminho às 05.00 e assim evitar a confusão de entrar em Paris numa 2ª feira ! Lá consegui dar com os caminhos em Paris (e sem GPS, é obra!) com tantas placas e caminhos e mais estradas é mesmo uma confusão autentica! Mas tudo correu pelo melhor e claro, meti-me na AE errada à que queria, e assim sendo em vez de ir mais directo ainda fui pela AE de Lille (para Norte em vez de Este) mas depressa descobri que podia tambem fazer assim, perdendo mais uns kilómetros, mas nada de importante.

a entrada e saída da Bélgica ficou apenas marcada pelo tempo (rapidinho) e pelos preços astronómicos dos combustíveis! E eu a pensar que era mais barato na Bélgica! que BURRO que fui! aquilo é mais caro que na França! bem que lá podia ter enchido o depósito.

fill up in Germany
[em cima: a única coisa que foi preciso meter na “máquina” – gasolina!]

a entrada na Alemanha foi muito boa, e aqui já se começa a ver carros na qual podemos chamar de carros a sério, enquanto na França o carro que mais vi foi a Renault Scenic aqui os carros eram outros e até 2 Mercedes SLR eu vi !!! bolas e como andam! como nas autobahn não há limite de velocidade (apenas em certas zonas e aí até o mais rápido deles todos reduz até à velocidade limite) até dava gosto ver tantos Audi’s e Mercedes 🙂

só no norte da Alemanha (depois de Bremen) é que veio a chuva e só parou quando cheguei à fronteira com a Dinamarca, optei por apanhar o ferry que liga o Norte da Alemanha com o Sul da Dinamarca deixando assim de pagar quase 28 Euros de portagem e fazer mais cerca de 300Km e assim sendo paguei 56 Euros pelo Ferry (carro com até 9 pessoas) e demorei na travessia 40 minutos, e claro, o ferry tinha café, retaurante, shopping, etc 🙂

via Odense

Costs 68.97 EUR
Toll costs: 27.47 EUR
Petrol costs: 41.50 EUR

via Ferry:

Costs 26.01 EUR
Toll costs: 0.00 EUR
Petrol costs: 26.01 EUR

[dados do Via Michelin]

é quase ela por ela, mas de barco é muito-mais-melhor-bom…

Ferry D > DK
[em cima: o Ferry para chegar à Dinamarca]

chegádo ao país pelo qual troquei PT, foram apenas precisos 130Km para estar em casa e dar uma alegria muito grande à Esposa que no ferry lhe liguei a dizer que ainda estava em Dortmund (Sudoeste da Alemanha) 🙂

e assim percorri 3100Km desde Lisboa, PT a Strøby, DK.
e assim fiz com que depressa voltarei para buscar a mota 😉 talvez daqui a 2 anos.

mais fotografias da viagem no espaço do FlickR, ou cliquem aqui para verem o slideshow.

o percurso da viagem:

[P] Lisboa, Coimbra, Viseu, Vilar Formoso
[E] Ciudad Rodrigo, Salamanca, Valladolid, Burgos, Vitoria, Donastia
[F] Hendaye, Bayonne, Bordeux, Angoulême, Poitiers, Tours, Orléans, Paris, Cambrai, Valenciennes
[B] Mons, Charleroi, Liège
[D] Aachen, Dusseldorf, Dortmund, Munster, Bremen, Hamburg, Lubeck, Fehmarn (Ferry)
[DK] Rødby, Vordingborg, Køge, Strøby

total: 3.150 Km

de volta à cidade natal

depois de ano e meio de ausência, lá voltei a ver a minha querida e amada cidade!

eram 15h20 quando a S. me foi me acompanhar ao aeroporto onde fiz o check-in e voltei a levar-la ao comboio… assim que me despedi, vieram-lhe as lágrimas aos olhos 😦

se a saudade matasse, acreditem que nós já estávamos mortos à muito tempo!

lá fui durante 3 horas (até Madrid) com 3 crianças islandesas atrás de mim, adoro o som daquela língua! A viagem foi muito boa, pois passei 2/3 do tempo a dormir 🙂

cheguei ao aeroporto de Madrid, pela 1ª vez, e gostei imenso, apesar de muito “ferro” mas tudo tinha um ar de graça e ficava muito bem, ainda comprei 30 minutos de internet por 5 Euros, para estar um pouco a par das coisas e escrever e-mails à S. a dizer que já estava em terras espanholas e que aquele dinamarquês é muito mais fácil de falar e perceber, ehehehe…

Madrid airport

uma coisa que achei engraçada é o sistema automático de metro que eles têm para se passar de uma Gare para a outra, podem ver o “metro” na foto abaixo.

Metro inside the Airport

depois de 3 horas à espera de voo no aeroporto madrileno, lá me meti num avião pequenino rumo a Lisboa! durante todo o voo fui a falar com um senhor que trabalhava nos aeroportos e também estava muito tempo longe de “casa” e fomos a falar sobre Portugal, Dinamarca e Itália 🙂

o tempo voou e sem dar por nada, chegámos à Lisboa!

céu limpo! lua cheia! e que bela cidade debaixo de nós, é uma imagem que não se pode captar fotograficamente (pelo menos com a minha máquina, e com o avião aos tremeliques!) mas ainda deu para tirar uma que vos deixo aqui.

como já fiz queda-livre, as formigas e as luzes lá em baixo não me são novidade, mas a minha cidade iluminada daquela maneira!!!! é mesmo para recordação!

Lisboa à noite

🙂

chegadinho a solo Português, lá fui ver as malas e em conversa uma menina disse-me que o aeroporto da Portela é um dos que mais perde malas, pois antes da nossa passadeira trabalhar veio um senhor retirar malas que ali estavam e havia cerca de uma centena de malas encostadas à parede … sem dono!

eu disse logo: “menina, isso é coisa que se diz DEPOIS de ter a mala na mão!” eheheheh

ao sair lá estava a minha mãe e o E. à minha espera, abraços e beijinhos depois, já estava em casa 🙂

mais fotos no FlickR

aqui vou eu!

dinheiro no banco, contas do crédito da carrinha pagas, seguro do carro feito, da mota pago por 2 semanas…. e aqui vou eu!

saída de Copenhaga às 16.10 com destino a Madrid, e chegada ao aeroporto da Portela às 23.10 do dia 31 de Junho de 2007…

🙂

já fiz uma lista de quem tenho de visitar…

Fátima, opto o teu maravilhoso Bacalhau com Natas !!!
Luís, assim que estiver em Lisboa ligo-te … mas só depois de dia 5, pois até lá estou no norte a carregar a viatura da viagem …


Agenda[31 de Maio]
saída às 16:10 de Copenhaga com destino a capital espanhola
chagada às 23:10 ao aeroporto da Portela

[1 de Junho]
saída para Monção com familia, onde tenho o carro e a mota.

[até 5 de Junho]
escolher o que mais falta faz aqui em casa das 5 mil e um coisas que ainda estão em PT, carregar em caixas e atafulhar o veiculo automovel
vinda para Lisboa de motociclo (yuuupiiiiii)

[até dia 9 de Junho]
desfrutar com os amigos e amigas o tempo passado e contar 1000 vezes a mesma história
ir à praia apanhar uma corzinha e reviver um pouco dos velhos tempos de juventude (eheheh)

[dia 10 Junho]
preparar-me para a viagem de regresso

[dia 11 Junho]
votar a Monção para deixar a mota e trazer o carro, passar em Coimbra e pernoitar em Viseu na casas dos primos

[dia 12 Junho]
com a mulher já a dar em doida por tanto tempo sozinha em casa, já a vou descansando pois já estou a caminho de Amesterdão onde vive a irmã e onde ficarei um dia para visitar a cidade e encher o cartão de memória da máquina digital de fotografias

[não sei quando]
chegada a casa são e salvo depois de 3300Km de viagem num carro cheio de tralha, sem direcção assistida e de 1991 !!!