pé, escola e emprego

depois de quase 3 semanas com o pé dorido e quase sem conseguir colocar o pé no chão, posso dizer que está bem melhor e que já ando (com alguma dificuldade em certos movimentos) mas já está bem melhor 🙂

uma coisa que nunca mais falei foi na minha esposa… pois é, ela cá anda sempre muito feliz e sem nunhum arrependimento de vir para tão longe, a única coisa que sente falta é da familia, pois ao contrario de mim, ele é muito unida à familia.

anda na escola a aprender Dinamarques e já fala pelos cotovelos (não faço a minima ideia o que diz, mas que diz qq coisa lá isso diz!), escreve muito bem e é a melhor da turma! já lhe tenho impresso alguns trabalhos para a escola e acreditem… não sei como é que escreve tanto numa lingua tão esquesita, mas cá anda toda contente. Em Junho tem o exame de passagem de nivel, que irá durar sesivelmente 1 hora e nessa hora ela tem de falar sobre o dia a dia, sobre a casa onde mora, sobre o que mais gosta da cidade, etc… imaginem arranjar tanta conversa numa hora nesta lingua 😀

Estou muito orgulhoso dela, e agora anda a ver um curso de hotelaria que existe aqui na cidade e com isso ela pode ser Office manager num Hotel, o que é o que (pelo menos por enquanto) o que quer seguir… gestão hoteleira.

devagarinho lá me vai ensinando umas coisas (mas é a pior professora que já tive – não tem paciencia nenhuma, quem me conhece sabe que tenho dias, dias em que sou bom a ensinar e outros que não tenho paciencia, pois… ela é pior que nos meus dias maus!) por isso só sei algumas coisas, por exemplo: os numeros até 100, as horas, os dias da semana, do mês e as 4 estações, como te chamas, onde trabalhas, se tens filhos… essas coisas básicas que não servem para iniciar conversa alguma mas dá para eu me rir à brava 😀

algumas coisas para rir:
mulher = køne (quoene) – imaginem a minha gargalhada quando ouvi isto 😉
rapariga = pig (pâi) – quando se pernuncia não tem tanta piada mas pig em ingles = “porco”

eheheheh

quanto ao emprego… todos ostam de mim e pelo que posso dizer gostam da minha maneira de fazer as coisas, quieto e calado no trabalho e com resultados apresentados. 🙂

os primeiros 3 meses estão acabar e isso quer dizer que serei aumentado, e pelo que já vi que ei de fazer e o que falho na empresa na próxima reunião sobre o assunto ei de pedir 25 000 coroas dinamarquesas mensais.
– Em primeiro lugar porque descobri que o salário minimo neste país são cerca de 12 500 kr (1730 Euros) que com descontos fica ou pouco mais de 1200 Euros
– Em segundo porque preciso mesmo pois queremos comprar uma casa e pelo que andámos a ver vai custar um pouco.

Aqui as casas não são caras, as mensalidade é que são, pois ao contrário de Portugal aqui não existe nenhuma crise económica e então os bancos não necessitam de alargar o crédito habitação até aos 60 anos como em certos casos em Portugal, aqui o máximo são 29,7 anos (não chega aos 30) ou seja, as rendas normais são de 1000 euros mensais (o que não tem qualquer problema com as pessoas daqui, uma vez que elas ganham bastante dinheiro) , por isso há que pedir o que mereço e a pensar no futuro 🙂

a minha ida ao hospital

lá andava eu todo satisfeito a ajudar a levar os novos produtos que tinham chegado ao emprego num contentor enorme, e estavamos a levar as caixas para o nosso stock quando, e depois de ter levado muitas das caixas pego em duas caixas viro-me para sair do contentor, e não vendo por onde ia fui colocar o pé no pequeno degrau que havia fora do contentor… o problema é que o pé não fico todo no degrau, ficou com a metade da frente em cima do degrau e a outra metade fora do degru… já estão a imaginar o que aconteceu não é, o tornozelo alem de se torcer todo tinha todo o peso do meu corpo (e não é pouco, pois sou gorduchinho) e ainda o peso de duas caixas pesaditas!

lá foi o tornozelo! fiquei logo com um alto que nem imaginam, nem conseguia tocar no pé. Fui ao pé coxinho para o escritório onde pedi ajuda a uma colega e ela foi ao refeitório buscar-me gelo e ali fiquei estendido no sofá com gelo no pé… Ees queriam-me levra ao Hospital, mas como já tinha passado por aquilo à mais tempo e como com muito exforço conseguia mexer o pé e todos os dedos sem ter dor aguda nenhum, disse que não tinha nada partido, apenas dorido. Mas passado algum tempo lá me fartei daquilo, coloquei o pé com gelo num balde, sentei-me numa cadeira do escritório com rodas e lá fui tentar acabar o que tinha estado a fazer…

quando chegou a hora de ir para casa é que foi engraçado, se não consegui tocar com nada sobre o é esquerdo, como poderia um colocar as mudanças ? Bem, lembrei-me às vezes das minhas enormes viagens a Espanha em que por que me doia o pé fazia tudo com apenas o direito, e foi assim que fui para casa, apenas com um pá a servir para acelarar, travar e carregar na embraiagem afimd e meter as mudanças (é nestas alturas que nos lembramos que bom era ter uma caixa automática) 🙂

[ao lado: o pé como estava na 6ª feira, com o tornozelo inchado]

lá cheguei a casa e pedi a ela para vir para baixo afim de me ajudar a levar as minhas coisas para cima. Mas depois disse-lhe que se calhar ir ao Hospital não era má ideia pois precisava de uma canadianas para tentar andar melhor que assim ao “arrastão” não ia a lado nenhum e era demasiado cansativo. Pegámos na bicicleta e fomos ao hospital aqui em frente, eu sentei-me na parte de tras da bicicleta, barriga no assento e com o pé direito tentava “remar” e lá fomos com muitas gargalhadas pelo meio. Ao chegar ao Hospital pedi-lhe para me trazer uma cadeira de rodas pois queria experimentar e como me doia o pé, não achei que fosse má a ideia.

Quando ela veio ter comigo com um papel em vez da cadeira de rodas e como a minha boa disposição de sempre desatei-me a rir que nem um perdido… mando a minha mulher trazer-me uma cadeira de rodas e ela trás-me um papel 😀

e ela, claro desatou-se a rir também, ehehehe … mas afinal este hospital não tem serviço de urgências, temos de ir a outro que são 7 minutos de carro, mas disse-lhe, “bem, a intenção era boa mas não vou agora ao outro hospital, não consigo conduzir muito bem e não quero gastar dinheiro em taxis”.

Voltámos para casa e uffff… nem sabem o que me custou subir 5 andares!!! ao pé coxinho!
Em casa colocámos mais gelo e Voltarene, e depois de algumas gargalhadas lá comemos e fomos dormir…

no Sábado não me apeteceu ir a lado nenhum e como o inchaço do tornozelo tinha desaparecido pensei que não havia problema e continuei a colocar gelo e voltarene, e telefonei à “senhora doutora” que está em Portugal para lhe perguntar se estava a fazer bem e para colocar a conversa em dia pois já à algum tempo que não falávamos. Da conversa resultou que tinha mesmo de ir ao Hospital, mas eu não achei muita piada aquilo e não fui 😀

[ao lado: depois do inchaço do tornozelo,
foi o pé que inchou, e foi assim que fui ao Hospital]

no Domingo o pé continuou na mesma e já quase conseguia colocar todo o meu peso sobre o pé, apesar de ainda estar inchado, e depois de passar todo o dia a jogar computador e a ver filmes disse à minha esposa que gostava de ir ao Hospital, mais que não seja para ver como é, pois nunca tinhamos ido e sendo um serviço gratuit, sempre podia ser giro.

Lá nos metemos no carro e fomos ao Hospital…. uiiiii se aquilo é um Hospital eu quero viver lá dentro! É um complexo de habitações, tem campos de ténis está tudo tão arranjadinho que perguntámos um ao outro, mas que Hospital será este? isto parece-se mais com um Hotel Resourt do que um Hospital, e lá chegáos às urgências… Mas que bem! tudo muito limpinho, sem algazarras sem o minimo de preocupações, onde tudo estava calmo mas via-se as pessoas a trabalhar. Lá dei entrada com o meu cartão do CPR (o amarelo) e fui para a sala de espera NUMA CADEIRA DE RODAS ehehehehe, eles tinham muitas à porta e eu fui logo me sentar numa 😀

a sala de espera é “igualzinha” às nossas… cadeiras, mesa, televisão, bebidas frescas gratuitas num carrinho (sumos e água) e um ambiente muito calmo e tranquilo!

lá me chamaram ao fim de 25 minutos de espera e de muitas gargalhádas com ela, pois aquilo continuava a não ser exactamente o hospital que tinhamos em mente, aquilo continuava a ser um hotel e não um hospital S. José ou Sta. Maria…

Fui atendido por uma médica estagiária… aiii que mulheres lindas que os hospitais têm!!! mas enfim, pegou no pé deu umas voltas e depois de me perguntar algumas coisas e de eu com as minhas respostas a fazer rir lá acabou e apenas foi perguntar ao médico residente se era necessário fazer algum RaioX pois como estava tudo bom, mas não lhe competia a ela essa decisão e assim veio o médico, (um rapazito alto que para “elas” tambem não era de se deitar fora), e lá fui eu todo contente para casa pois como havia pensado não tinha nada que me preocupar mas fui muito giro ter ido ao Hospital.

agora só tenho de deixar o pé descansar direito para rapidamente voltar ao emprego 🙂