novamente, o dia 28

já aqui tinha vos falado da minha “sorte” ao dia 28, esta foi mais uma delas …

saío de manha como sempre e com popó novo toca a ir para o parque de estacionamento de Køge como faço sempre que tive o carro, mas com a coisa de assim que vi o comboio na estação a preocupação era ter de o apanhar (imaginem que às vezes não consigo apanhar uma coisa tão grande como um comboio!) 🙂 e ao contrário que tinha na carrinha, aos desligar o carro e abrir a porta não há qualquer sinal sonoro de aviso, ou seja, à tarde quando cheguei não havia bateria para arrancar com o carro…

…não faz mal, vou de autocarro e no dia seguinte compro os cabos de ligação directa e voilá. Eram 19.17h e não havia nem pessoas nem autocarros, apenas um que depois das 19h30 bati à porta e a condutora explicou-me que não havia autocarros por causa da greve (eles aqui conduzem 13 horas seguidas com intervalos muito pequenos e queixam-se de não terem responsabilidade se acontecer alguma coisa pois muitos quase que adormecem ao volante), ou seja… os 13km para casa, só a pé!

Ligo à S. a dizer o que se passa e se o vizinho passa por ali para fazer ligação directa. E assim foi, chego a casa, olho para o calendário e digo, boa, apesar do dia 28 não aconteceu nada de mal!

o pior ainda estava para vir 😦

no dia seguinte, 6ª feira, e pela 1ª vez em quase 8 meses combinei com a S. irmos “namorar” ou seja, sair à noite a um restaurante e ver um filme no cinema, como antigamente fazíamos… e assim foi.

às 17h quando saí, por causa do dia seguinte, a bateria não carregou o que era necessário com apenas a ajuda do alternador, ou seja, não dava para arrancar! Achei que devia de ir comprar uns cabos e ver as tintas para a casa tal com estava combinado com a S. vimos as tintas, o papel, comprámos os cabos, etc e voltámos ao carro, com um empurrão acabou por trabalhar logo (aqui é tudo plano, não há subidas e descidas, nestes casos é irritante isso!).

Como estavamos num parque de estacionamento lembrei-me, como aquele seria o carro dela depois de ter carta, olha, vem para aqui e como aqui estamos à vontade podes ver como é o carro…

B U R R O !!!

não vou especificar mais nada! a conclusão está na foto em baixo!

mulheres ao volante

alem do choro e do tremer, eu acalmeia-a da melhor maneira possível, e logo logo já não chorava mas culpava-se por não ter feito nada para evitar o sucedido, ficou “parva” e sem reflexos nem para travar o carro enquanto subia o passeio e acertou na parede e janelas de um escritório. enfim… espero que aprenda algo com isto.

mas depois disse-lhe, agora é tarde de mais para fazer alguma coisa, vai-te lembrando quando conduzires e que não voltes a ficar assim para teu bem e dos que estão no carro na altura, ela disse que sim, e mesmo triste fomos jantar e ver o cinema (Die Hard 4.0).

o que aconteceu não foi no dia 28, foi no dia seguinte, mas o problema foi no dia 28, se não tivesse ficado sem bateria nada disto teria acontecido… Não sou nem nunca fui supersticioso, mas a partir de agora, não ando de carro aos dias 28, nem nos meus ANOS!!!

🙂

surpresas na chegada

a chegada a casa foi óptima pois assim que meti os pés… as rodas do carro na Dinamarca liguei para casa a dizer que estava ainda em Dortmund (Sudeste da Alemanha) e que ainda faltava muito e assim sendo dormia umas horas no carro chegando a casa depois da hora de almoço…

assim que entrei e a vi desatou aos pulos e quase a chorar pela alegria de me ver, foi muito boa a recepção.

…mas não foi tudo, quando cheguei já havia mais gente em casa, não que já tivesse nascido a nossa filha (só em Agosto, e pelo que diz a nossa amiga P. no dia 31 de Julho de 2007) é que quando cheguei os pais e a cadelinha já estavam instalados em casa prontos a ajudar-me nas (malditas que nunca mais acabam) obras, a vontade era tanta que até o jardim já tinha arranjado, ficando o jardim mais bonito daquela rua e que todos os que lá passam olham direitinho para ver se era o mesmo que tínhamos antes… cheio de silvas e arbustos feios…

agora até morangos, alfaces, e amoras temos a nascer, juntamente com a cerejeira e as maceiras e claro, muitas sementes eu trouxe do meu país para que assim que chegar a altura poder plantar.

a nova familia
[foto acima: a minha nova familia]

e claro, assim que cheguei a S. já era bem maior que da última vez que a tinha visto… a Catarina está enorme!

Yoga
[foto acima: o jardim no verão é lindo!]

[foto em baixo: mas que grande barriga :-)]
my daughter

regressando a casa

com 1 dia de atraso, cheguei a casa, são e salvo… mas eu conto-vos tudo!

na 6ª feira à noite lá estive eu e a minha mãe a carregar o carro, depois com a chegado do emprego do E. éramos 3 a tentar meter o Rossio na Rua da Betesga, e não é que conseguimos??? fantástico! coube tudo, desde o meu monitor de 21 polegadas, às caixas cheias de cd’s / dvd’s, ao beliche, ao meu equipamento de windsurf (apesar do frio do inverno aqui no verão é óptimo para fazer windsurf e já conheço amigos que fazem) e até a um bidé dado pela minha querida a amiga M. (aqui ninguém o usa, dizem que é nojento – enfim, acham que devo de comentar??) – a mota ficou na garagem em casa da M. pois não encontrei atrelado pelo preço que estava disposto a pagar e novo eram 600,00 Euros na Norauto – muito bom, mas com o preço disto veho de novo a PT com a S. e regressamos de mota, dá para pagar a viagem e passar 2 semanas de férias junto dos amigos.

e metemos isto tudo num carro que antes de vir para a DK comprei por 500,00 € (sim quinhentos!) pois era um carro com destino o meu sogro que estava cá a viver connosco em Cascais mas quis o destino que depois de ter perdido a carrinha me fizesse o favor de me trazer de volta à Dinamarca.

getting ready!
[em cima: a “máquina que me levou a casa]

continuando…

meti-me a caminho na 6ª à noite com destino a casa dos meus primos em Viseu onde fiquei um dia com eles e consegui comprar queijinhos da zona para poder papar cá com a nova família, no Domingo às 06.00 lá acordei, e com o pequeno almoço tomado lá me meti ao caminho com a Dinamarca como destino, eram 07.00h

assim que passei Vilar Formoso enchi o depósito para só o voltar a encher à saída de Espanha pois já sabia que em França os preços eram muito mais altos e havia que poupar.

Espanha é como todos sabem um sacrifício passar, mas só até entrar no País Vasco (Euskadi), aí o cenário é outro e é simplesmente maravilhosa toda a região do País Vasco, aquela estrada nacional por entre as montanhas é de voltar lá … de mota 😉

apesar da chuva em PT, por esta altura fazia muito calor que em França descobri que era à volta dos 30/35ºC.

30ºC in France
[em cima: 30ºC em França]

como o meu dispositivo de GPS deixou de funcionar 3 dias antes da partida eu andava via Mapa de estradas o que me deu uma certa nostalgia e até achei bom, não mais que bom pois o mapa não tinha as estradas todas e enganei-me algumas vezes 😦 – é complicado quando estamos a evitar portagens e algumas estradas boas não aparecem no mapa!

entrando em Hendaye e como andava à procura de placas a dizer algo como Bordeux ou Biarritz, não encontrei e lá fui por dentro da vila, que até adorei e parei para apanhar um pouco de sol e tirar umas fotos, mas lá fui até Tours pelas nacionais, depois de tanta rotunda, semafros e o pára arranca destes, disse para mim mesmo, ando aqui a poupar a portagem mas a gastar gasolina nestes pára-arrancas! Conclusão, em Tours meti-me na AE com destino a Paris (preço final 19.20 € valeu bem o dinheiro!).

o que queria era passar Paris antes de parar para dormir um pouco que nesta altura já levava 15 horas de condução, mas tal como na 1ª viagem não aguentei e parei antes a 90km de Paris para dormir 5 horinhas, metendo-me novamente ao caminho às 05.00 e assim evitar a confusão de entrar em Paris numa 2ª feira ! Lá consegui dar com os caminhos em Paris (e sem GPS, é obra!) com tantas placas e caminhos e mais estradas é mesmo uma confusão autentica! Mas tudo correu pelo melhor e claro, meti-me na AE errada à que queria, e assim sendo em vez de ir mais directo ainda fui pela AE de Lille (para Norte em vez de Este) mas depressa descobri que podia tambem fazer assim, perdendo mais uns kilómetros, mas nada de importante.

a entrada e saída da Bélgica ficou apenas marcada pelo tempo (rapidinho) e pelos preços astronómicos dos combustíveis! E eu a pensar que era mais barato na Bélgica! que BURRO que fui! aquilo é mais caro que na França! bem que lá podia ter enchido o depósito.

fill up in Germany
[em cima: a única coisa que foi preciso meter na “máquina” – gasolina!]

a entrada na Alemanha foi muito boa, e aqui já se começa a ver carros na qual podemos chamar de carros a sério, enquanto na França o carro que mais vi foi a Renault Scenic aqui os carros eram outros e até 2 Mercedes SLR eu vi !!! bolas e como andam! como nas autobahn não há limite de velocidade (apenas em certas zonas e aí até o mais rápido deles todos reduz até à velocidade limite) até dava gosto ver tantos Audi’s e Mercedes 🙂

só no norte da Alemanha (depois de Bremen) é que veio a chuva e só parou quando cheguei à fronteira com a Dinamarca, optei por apanhar o ferry que liga o Norte da Alemanha com o Sul da Dinamarca deixando assim de pagar quase 28 Euros de portagem e fazer mais cerca de 300Km e assim sendo paguei 56 Euros pelo Ferry (carro com até 9 pessoas) e demorei na travessia 40 minutos, e claro, o ferry tinha café, retaurante, shopping, etc 🙂

via Odense

Costs 68.97 EUR
Toll costs: 27.47 EUR
Petrol costs: 41.50 EUR

via Ferry:

Costs 26.01 EUR
Toll costs: 0.00 EUR
Petrol costs: 26.01 EUR

[dados do Via Michelin]

é quase ela por ela, mas de barco é muito-mais-melhor-bom…

Ferry D > DK
[em cima: o Ferry para chegar à Dinamarca]

chegádo ao país pelo qual troquei PT, foram apenas precisos 130Km para estar em casa e dar uma alegria muito grande à Esposa que no ferry lhe liguei a dizer que ainda estava em Dortmund (Sudoeste da Alemanha) 🙂

e assim percorri 3100Km desde Lisboa, PT a Strøby, DK.
e assim fiz com que depressa voltarei para buscar a mota 😉 talvez daqui a 2 anos.

mais fotografias da viagem no espaço do FlickR, ou cliquem aqui para verem o slideshow.

o percurso da viagem:

[P] Lisboa, Coimbra, Viseu, Vilar Formoso
[E] Ciudad Rodrigo, Salamanca, Valladolid, Burgos, Vitoria, Donastia
[F] Hendaye, Bayonne, Bordeux, Angoulême, Poitiers, Tours, Orléans, Paris, Cambrai, Valenciennes
[B] Mons, Charleroi, Liège
[D] Aachen, Dusseldorf, Dortmund, Munster, Bremen, Hamburg, Lubeck, Fehmarn (Ferry)
[DK] Rødby, Vordingborg, Køge, Strøby

total: 3.150 Km

a despedida

as despedidas são péssimas!

então quando passamos uns momentos tão bons como os que passei, custa imenso a despedir.

os amigos que reencontrei foram excelentes, conheci a C. (esposa do meu amigo J.), estive nos meus braços o filho de um grande amigo (padrinho de casamento) que nasceu a 31 de Maio, falei e estive com muitos outros(as) amigos(as) no qual saliento o pedido de desculpas à minha querida amiga F. pelo Bacalhau com natas, mas fica expressa a minha vontade de a querer compensar pelo seu trabalho …

mãe e filho
em cima: a F. e o G.

fui às marchas populares, diverti-me imenso, comi a minha sardinha! e andei que se farta, andei de metro e de autocarro, comi uma bifana… foi excelente o dia das marchas!

Eu e a minha Sardinha!
em cima: eu e a minha sardinha nas marchas populares

mas…

é com tristeza que vou (novamente) virar as costas ao meu país, e partir de novo para a Dinamarca, país de que tão bem falo quando se fala de quase tudo excepto, as pessoas, o clima, a gastronomia e claro, os valores astronómicos dos veículos motorizados.

é com tristeza que ficam cá os meus amigos que tão bom foi reencontrá-los, de falar com eles, de me rir, de lhes contar as novidades, das boas e más coisas, de os mostrar que afinal sair sem nada a não ser força de vontade não significa que não se encontre nada, e no meu caso, é bem o contrario que se passou.

é com tristeza que deixo por cá novas amizades como todos os que englobam o Fórum Grupo de Amigos Pan European (fórum que criei para juntar pessoas com gosto pelas motas), e por eles fui recebido fantasticamente bem e com muito carinho.

é com tristeza que vos deixo novamente a todos…

…é com alegria que vou ter com a minha família que tantas saudades me diz ter todos os dias!

mais fotos desde a minha saída de Copenhaga até hoje no espaço fotográfico do Flickr

matanto a saudade

é com grande alegria que ando a “matar” as saudades das 3 coisas que gosto menos do meu novo País, o Clima, a Gastronomia e as Pessoas!

assim que voltei das minhas férias (férias mesmo, pois nem Net havia) o recente Fórum que criei acerca do modelo da minha mota, para todos os que têm e não têm mota, eles organizaram um jantar no Porto Brandão (perto da Trafaria) afim de eu conhecer quem aparecesse

conclusão… fomos cerca de 22 pessoas, homens e mulheres, todos de Pan European 🙂 foi muito giro e deu para comer peixinho (colocaram os fogareiros (não são os taxistas) na mesa e nós cozinhávamos a comidinha, tipo fondue)… muito muito bom!

my brother

dá para tirar fotografias, visitar (quase) todos os amigos e amigas, deliciar-me com a nossa gastronomia, enfim, umas boas férias só não são excelente porque a minha querida esposa teve de fica em casa na Dinamarca 😦

Jantar G.A.P.E.

mas falamos muito ao telefone e trocamos muitos mimos 🙂

da próxima vou-vos contar como foram as marchas populares que é nesta 3ª feira aqui em Lisboa 🙂

vejam a televisão, quem sabe se não me vêm, eheheh 😉

de volta à cidade natal

depois de ano e meio de ausência, lá voltei a ver a minha querida e amada cidade!

eram 15h20 quando a S. me foi me acompanhar ao aeroporto onde fiz o check-in e voltei a levar-la ao comboio… assim que me despedi, vieram-lhe as lágrimas aos olhos 😦

se a saudade matasse, acreditem que nós já estávamos mortos à muito tempo!

lá fui durante 3 horas (até Madrid) com 3 crianças islandesas atrás de mim, adoro o som daquela língua! A viagem foi muito boa, pois passei 2/3 do tempo a dormir 🙂

cheguei ao aeroporto de Madrid, pela 1ª vez, e gostei imenso, apesar de muito “ferro” mas tudo tinha um ar de graça e ficava muito bem, ainda comprei 30 minutos de internet por 5 Euros, para estar um pouco a par das coisas e escrever e-mails à S. a dizer que já estava em terras espanholas e que aquele dinamarquês é muito mais fácil de falar e perceber, ehehehe…

Madrid airport

uma coisa que achei engraçada é o sistema automático de metro que eles têm para se passar de uma Gare para a outra, podem ver o “metro” na foto abaixo.

Metro inside the Airport

depois de 3 horas à espera de voo no aeroporto madrileno, lá me meti num avião pequenino rumo a Lisboa! durante todo o voo fui a falar com um senhor que trabalhava nos aeroportos e também estava muito tempo longe de “casa” e fomos a falar sobre Portugal, Dinamarca e Itália 🙂

o tempo voou e sem dar por nada, chegámos à Lisboa!

céu limpo! lua cheia! e que bela cidade debaixo de nós, é uma imagem que não se pode captar fotograficamente (pelo menos com a minha máquina, e com o avião aos tremeliques!) mas ainda deu para tirar uma que vos deixo aqui.

como já fiz queda-livre, as formigas e as luzes lá em baixo não me são novidade, mas a minha cidade iluminada daquela maneira!!!! é mesmo para recordação!

Lisboa à noite

🙂

chegadinho a solo Português, lá fui ver as malas e em conversa uma menina disse-me que o aeroporto da Portela é um dos que mais perde malas, pois antes da nossa passadeira trabalhar veio um senhor retirar malas que ali estavam e havia cerca de uma centena de malas encostadas à parede … sem dono!

eu disse logo: “menina, isso é coisa que se diz DEPOIS de ter a mala na mão!” eheheheh

ao sair lá estava a minha mãe e o E. à minha espera, abraços e beijinhos depois, já estava em casa 🙂

mais fotos no FlickR