Viagem de volta à Dinamarca

ohhh, mas eu ainda escrevo nisto?

têm razão e não há nada que possa dizer excepto … trabalho, cansaso e preguicite aguda 🙂

Deixem-me então vos contar como foi a minha viagem de regresso à DNK.

Como sabem, fui a Portugal para ajudar um amigo a mudar-se com a familia (ele, ela e 2 filhas lindas de 3 e 6 anos), sendo que eu e ele vinhamos de carro afim de cá ter o carro para deslocações grandes e as “meninas” vinham de avião 2 dias a seguir.

Como já eu tinha feito a mesma viagem por 2 vezes, a nossa primeira viagem quando dicidimos deixar tudo e todos para trás e quando, depois do acidente da minha adorada carrinha, fui buscar o “latas” a Portugal… apesar de 2 semanas depois do latas ter pisado terras do Reino da Dinamarca a minha querida e adorada esposa prega-me com ele numa parede 😦

assim sendo, já tinha prática, e deixem-me dizer que em nenhuma das viagens passei dos 120Km/h já que iamos em modo passeio-rápido, e na primeira viagem fizemos “escalada” em Roterdão para visitar a irmã da S.

Apesar de ter saído directamente de Viseu na vez que vim sozinho, demorei cerca de dia e meio, uma vez que saí às 06.00 e às 16.00 do dia seguinte, já estava em casa, pelo que pensei, com 2 motoristas, ou farei o mesmo tempo ou menos ainda…

era bom era, mas estava completamente e redondamente: ERRADO!

Não é que vim o caminho todo a ouvir:

  • “Olha, não queres parar na próxima bomba?”
  • “O carro devia de parar, é melhor não puxar muito por ele”
  • “Não fazemos mais de 350Km com ele a andar…”
  • “Paramos cerca de 15 a 30 minutos nas bombas”

Arrggghhhhhhh!!!!

Nunca mais via a casa, nunca mais via a movimentar-nos no planeta… nunca fiz viagem tão… lenta!

O importante é que correu tudo bem, mas foi extremamente cansativo, já na Holanda e Alemanha a resposta a qualquer uma das frases acima era:

  • “Não tens sono?”
  • “Não queres dormir um bocadinho… devias descansar para daqui a pouco conduzires tu!”

🙂

deixo-vos algumas fotos, que como podem ver, é um Mercedes 200D de 1989 depois de ter tido uma revisão de 1600 euros!!! dáva para ir e vir à China só a parar para abastecer! :-/

Não passes dos 110!!! olha que o carro não aguenta!
O carro já andou muito, vamos parar meia horinha!
"O carro já andou muito, vamos parar meia horinha!"

🙂

afinal custa

Quando não somos pais, e ouvimos pais a dizer que custa estar longe dos filhos, não damos valor algum e até, como eu em várias situações, sempre ache que era demasiada “mariquice” junta, e que estar longe de uma pessoa, seja por qual for o motivo, não custa assim tanto como diziam…

…isto era até agora!

o ano passado vim até Lisboa sozinho por 1 semana e apesar de alguns dias, os primeiros, terem me deixado com saudades de casa depressa foram atenuadas pelo facto de estar com amigos e familiares, mas desta vez é muito diferente! Porquê?

quanto à esposa, as saudades não são assim “de morrer” pois falamos e sabemos que nos entendemos muito bem e ambos sabemos a necessidade da inha ausência, mas agora a C.!!!! Desta vez há muito mais convivio com ela de quando de à um ano, já me vem abraçar, pede-me para ir beincar para a rua e para o jardim, pede-me para lhe por água na piscina, vai à arca e pede gelado, de manha acorda-me às 04h30 pois quer vir dormir comigo (eu e a S. dormimos em camas/quartos separados, pois doi-me imenso as costas na “nossa” cama e ela por 3 dias da semana levanta-se primeiro que eu e assim deixa-me dormir um pouco mais, conheço vários casais que têm a mesma técnica semanal, mas acreditem que está tudo bem conosco (claro que as zangas de casais existem, or não fossemos homem e mulher com culturas e pensamentos diferentes, mas ambos assumimos que é para estarmos no bem e no mal, e continuaremos até morrer, pelo menos essa é a nossa vontade)… mas continuando…

há uma troca de emoções muito mais forte agora que à um ano atrás. Dou por mim a pensar nela, nas brincadeiras que fazemos, o rir-se desalmadamente, e vêm-me por vezes a lágrima ao olho por estar tão longe … e só agora precebo o que custa estar longe “delas”.

tenho ultimamente, como Pai, passado e revisto a minha vida enquanto criança/adolescente/homenzinho e tenho pena que não tenha dado valor na altura quando pais e amigos me dizim as coisas, mas acho que faz parte do nosso crescimento, e sei que vou ter o mesmo problema com a C.

mas espero que nessa altura, tal como agora, esteja adpto para o que der e vier, e que as minhas decisões sejam as mais acertadas…