o Indiozinho

Faz imensos ano que tenho esta musica na cabeça, lembro-me de a cantar quando era pequeno (não que seja muito mais maior grande agora) 🙂

Mas para cantar para a C. e para o rapazito que aí vêm, debati-me no Google para a procurar, arregacei as mangas e pus-me à procura …

…3 segundos depois:

O indiozinho estava a chorar
queria um cavalo para montar
foi para o prado à beira do rio
viu um cavalo cheio de frio

O cavalinho estava a tremer
o indiozinho deu-lhe de comer
fez-lhe festinhas foi pro pé dele
trouxe uma manta dormiu com ele

No outro dia partem os dois
ficam amigos sempre e depois
o cavalinho galopa bem
gosta do dono qu’agora tem

é fantástica! traz-me recordações de criança e tenho agora a possibilidade de a cantar para os minhos filhos, a sensação é optima e recomendável! 🙂

Foi há 16 anos !

É verdade… foi mesmo há muito tempo, ainda me das lágrimas nos olhos tal e qual quando o meu avô faleceu mas, este ídolo, não era o meu avô.

Morreu num acidente violento, à frente de milhões que o viam, uma vez mais em primeiro lugar, naquele que ainda hoje é o desporto rei do mundo automobilistico. Disse a todos que não achava bem conduzir, tinha um presentimento, uma vez que no dia anterior um outro piloto faleceu ali mesmo, o austríaco Roland Ratzenberger, mas era, acima de tudo um profissional e ao sinal de partida estava dentro do monolugar da Williams, que, se alguem se recordasse, era o melhor monolugar daquele tempo.

Não foi preciso muito para que numa falha mecânica, embatesse violentamente na curva Tamborelo no circuito Italiano de Ímola, foi assim que Ayrton Senna da Silva faleceu, foi assim que o vi, foi assim que o chorei.

Ayrton Senna da Silva
Ayrton Senna da Silva

16 anos é muito tempo! Uma eternidade se olharmos para este tempo todo e vimos que mais ninguém até hoje tem a magia e o brilho do meu ídolo! Ídolo não só de corridas, mas também da maneira de viver, da maneira como via o mundo, os amigos, os que mais precisavam.

Temas como “nós somos capazes de tudo se nos esforçamos para isso” ou “deve-se aprender com os erros e aperfeiçoar”, devo muito ao que aprendi com ele, e é com essa força que vim para este país e aqui continuo.

Não me esqueço de nada, lembro-me de quase tudo, desde a sua primeira vitória ao volante de um Lotus preto no circuito do Estoril (Portugal), às peripécias com Mansel e Prost…

Como “irmão” Brasileiro diz: “ele é espetáculo” !

Ayrton, obrigado pelos fantásticos Domingos à frente da TV! Obrigado por força e garra, obrigado por seres como foste. Um dia, aí em cima dou-te um abraço bem forte!